Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Gramática do amor tecnológico

 

«Gramática do @mor Tecnológico»

Paulo Alexandre e Castro

- - - Cidades onde ocorrerão as apresentações:

- Câmara de Lobos
, Biblioteca Municipal, dia 18 de Novembro de 2009, pelas 16 horas com apresentação da Drª Ana Bijóias Mendonça;

- Funchal, na Universidade da Madeira -Campus da Penteada, dia 20 de Novembro de 2009, pelas 18 horas, com apresentação da Profª Doutora Luísa Marinho Antunes (autora do prefácio);

- Torres Vedras, Auditório Municipal (Av. 5 de outubro) dia 25 de Novembro de 2009, pelas 19 horas, com apresentação do Prof. Doutor Carlos Guardado Silva e declamação do poeta Luís Filipe Rodrigues;

- Porto, Livraria Bertrand-Porto Plaza Shopping (R. Fernandes Tomás), dia 3 de Dezembro 2009, pelas 18h, com apresentação da pintora Alexandra de Pinho (autoria da capa);

- Braga, Livraria Centésima Página, dia 11 de Dezembro 2009, com a presença do Prof. Doutor Manuel Curado.

- - - - - - Leia comentários:

«Considero que a poesia de Paulo Alexandre e Castro tem momentos muito bons. Se consegue manter esta tensão criativa ao longo de todo o seu trabalho, é uma questão sobre a qual cada leitor se pode interrogar. Mas vale a pena lê-lo. E vale a pena ele continuar a trabalhar nesta vontade de fazer uma poesia onde se intersectam o banal e o sublime, ou se visa, obliquamente, a sublimidade do efémero e quotidiano... dando voz às vozes emudecidas que por toda a parte repousam, como ele diz a finalizar o poema 6.»

Vítor Oliveira Jorge (Arqueólogo/ Poeta-FLUP)

«Uma gramática pretende dar conta das regras de uma língua. No caso da Gramática do @mor Tecnológico de Paulo Alexandre e Castro é sobretudo a busca incessante daquilo que o ser humano vive, sente, pensa.»

Matilde Gonçalves (Linguista-Paris VIII)

«Dantes, o amor parecia ter sido feito no céu; agora, descobrimos o outro em esquinas estranhas da vida, como nas comunicações electrónicas dos chat-rooms da internet. O amor partiu-se e a alma de cada um de nós afadiga-se a juntar os bocados procurando em meios improváveis. Só podemos agradecer aos novos cartógrafos do amor a coragem de desenhar o mapa de como é agora o nosso desejo. A Gramática do @mor Tecnológico de Paulo Alexandre e Castro, cola-se à vida que vivemos e dá-nos os fragmentos do nosso céu partido. Só lhe podemos agradecer a coragem e o génio, porque, ao ver como somos agora, nos oferece a oportunidade de juntar as mil partes da nossa alma.»

Manuel Curado (Filósofo-Univ.Minho)

«O autor transfere para esta obra, de modo exímio, essa frágil tessitura da complexidade humana onde nos enredamos e perdemos, não raramente, de forma angulosa e perturbadora»

Ana M. Bijóias Mendonça (Profª Filosofia)

 

 

 

O meu amigo escreve maravilhosamente, recomendo vivamente o livro e já agora se poderem vão ao lançamento, sempre podem conhecer este ser maravilhoso :-)



publicado por mulheresforadehoras às 10:30
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
A fonte

 

Nesse espaço em que acordávamos inocentes,
num sorriso inocente que não parecia ser nosso,
provocando o esquecimento do pecado original,
adiando a condenação metafísica do deus das moscas,
realizávamos uma outra aurora sem despertador digital:
fazia-se luz na escuridão solitária dos dias porvir...
Esquecemo-nos do dia em que acordámos inocentes,
com sorrisos inocentes que não pareciam ser nossos,
e lançámos em livro de publicação reduzida a dois exemplares
máximas hedonistas para uma vida sem sequelas
declarando imperativa universalidade:
«vive o dia de hoje como se fosse o último dia
em que acordamos inocentes».
 
Paulo Alexandre e Castro
 
Escolha de Maria João


publicado por mulheresforadehoras às 17:08
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Marginal

 

Olhei-me mais uma vez para o espelho do retrovisor e virei a cara rapidamente! Que susto, lá estava aquele ar alucinado que faço quando estou em acting out (isto de se ter a mania que se é uma gaja culta é que podemos usar com ar de sapiência termos sofisticados para explicar todo o tipo de comportamentos desaparafusados, é isso e citações, são o wonderbra dos intelectuais: com a sua ajuda, até as ideias mais insignificantes parecem imensas).

Liguei o CD no máximo, e a voz trágica de Edith Piaf invadiu o ar ao som de “Non, je ne regrette rien Non!” …Rien de rien ... Ni le bien qu'on m'a fait…Ni le mal tout ça m'est bien égal !....Je me fous du passé!. Foi evidente que a escolha musical fora o mais disparatado possível. Ali estava eu acompanhada por aquela mulher pequenina de mágoas viscerais, intimista, intensa, e azarada como poucas, sem falar do frágil porte sinal de uma depressão/crónica/paradigmática colada à pele.

Retirei rapidamente a patética escolha musical e optei pela louca Tina Turner em busca de um pouco de Human Power. Era urgente pernas firmes e cabeleira desgrenhada, largar a religião judaico cristã punitiva e sofrida (se não fosse a ajuda de Saramago nunca teria chegado a tamanha conclusão) e virar budista. Nesse mesmo instante, em que em plena perícia trocava de CD`s, fui avisada por com condutor histérico que estava a conduzir com as luzes apagadas, estilo Michael Knight ao controlo do seu terrível K.I.T.T. A noite estava límpida e a marginal está muito bem iluminada, se fosse em sentido contrario até compreendia tamanho alarmismo, enfim o pessoal na Capital tem stress por tudo e por nada, " homens...homens...! se continua assim um dia ainda tem um enfarte...!".

Maria João



publicado por mulheresforadehoras às 16:33
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Frase do dia

VIve cada dia como se fosse o último dia em que acordamos inocentes.

 

Maria João

 


publicado por mulheresforadehoras às 14:33
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
Pouco importa o nome do sentimento

 

A idade não conta, o que conta são os sentimentos das pessoas.
Tenho mais sentimentos que idade é a minha maneira tonta de envelhecer. A maioria opta por deixar de sentir, escolhas sábias que eu não faço.
Para se manter a sanidade mental é necessário a loucura...certo?

Maria João


publicado por mulheresforadehoras às 13:34
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Saramago - O que levou à escrita de Caim - a verdade por detrás do pano

 

Católica desde um ano de idade, passei pela primeira comunhão e até me casei pela igreja, tenho fotos que o comprovem e até uma cédula de vida religiosa. O divórcio não teve direito a cerimonia religiosa pois a igreja não tinha antecipado esse percalço, lacunas...enfim!

Quando deixei de o ser, fui embora para casa sem qualquer indemnização, uma gratificaçãozinha pelos anos de dedicação à casa, um jantar de despedida, um presentinho, um louvor, um simples terço de recordação, uma garrafinha de água benta, uma carta de recomendação para outra multinacional da fé - Nada.

O mesmo aconteceu a Saramago...comprendo portanto a sua raiva...não se faz....não se trata uma pessoa assim...é muita desconsideração junta e ele é um Nobel!

 

 

Maria João



publicado por mulheresforadehoras às 12:21
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Manhã de Chuva

Bastou um seu sorriso,

Numa manhã de chuva,

P'ra os anos que passaram

Deixarem de contar

E ela sentir, de novo,

Entre surpresa e confusa,

A beleza única do seu profundo olhar.

 

Não há um amanhã

Nem mesmo um nunca mais,

O que foi impossível

O tempo sublimou.

Mas do seu sorriso lindo,

A chuva é testemunha

Da marca invisível

Que p'ra sempre ficou!

 



publicado por mulheresforadehoras às 15:16
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Apelo II

Alguém está interessado em adoptar gatinhos bebés?

São amorosos e muito bem socializados, pois foram, parcialmente, criados a biberão. Dois machos, brancos com a cabecinha e a cauda cinzenta e olhos azuis e uma fêmea, pretinha e super engraçada.  Têm pouco mais que um mês, Já comem sozinhos (embora adorem biberão), são muito asseados (só fazem na areia do bacio!)e já estão na fase da brincadeira!

Help! Já tenho 10. Não posso ficar com estes todos...

Agradeço que responda quem tiver interesse, condições, disponibilidade interna e amor para lhes oferecer. Anónimos engraçadinhos dispensam-se por esta vez, combinado? 

 

 

 

ZéliaN



publicado por mulheresforadehoras às 11:50
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Mar

Não faço nada, só contemplo o mar,

Num jogo sedução-consentimento

Que põe os meus sentidos a vibrar

E me adormece todo o pensamento.

 

 

À minha volta tudo é mar e mar,

Não é azul nem verde - é cor incerta -

E é loucura ou paixão o deixar-estar

De pés molhados, numa praia deserta.

 

 

Envolvimento, miragem e espanto

Que se me afasto, dá dor e saudade

E quando chego me exalta tanto!

 

Voltei... e já tenho tanta, tanta saudade!da minha cabana "entre as dunas e os canaviais", algures num Alentejo que ainda não vem no mapa...

 

 

ZeliaN


sinto-me: Com saudade do sabor a sal e a
música: Canção do Mar

publicado por mulheresforadehoras às 13:02
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Noite de Insónia

 

Minhas amigas, tenho-vos encontrado numa maré tão virada para o romantismo que dou, por vezes, comigo a pensar: então e tu bambina, já adormeceste?!

Talvez em resposta a tal questão  eu, que durmo tão bem tive, recentemente, uma disparatada insónia e o resultado é o que se segue:

 

 

Sinceramente, Amor

Eu quero voltar a ver-te,

Com gestos que não façam nada

E digam quase tudo,

Nem que seja, na alta madrugada,

Em sonhos de absurdo.

 

A noite é um lago.

Eu estou à tua espera,

Sem angústia nem dor

E o barco

- Viagem p'ra quimera-

Não chega, meu Amor.

 

Que deuses, sem rosto

Lhe barram o caminho?

Que rosas, sem cheiro,

Me cravam o seu espinho,

Me prendem e me anulam

P'ra nos separar?

 

Não há bambús na margem

Que filtrem o luar,

Que confundam, ao longe, a tua silhueta

E que, entre fumo e neblina,

Inventem a imagem

desta noite-menina

De busca e de espreita.

 

Noite de insónia,

Nostalgia branda,

Lago parado, em que nem o vento

Esboça um lamento

E, apenas, TU estás no meu pensamento

 

 

ZeliaN

 

 

 

 

 



publicado por mulheresforadehoras às 16:43
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