Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Incompetentes Cósmicos - Pisco

Quando era menina corria em dias de vendaval, corria pela simples vontade de querer levantar voo. Lembro-me que esperava pelas mais violentas rabanadas de vento, abria os braços como asas, dedinhos bem espalmados, esticava uma perna para trás, esperava a melhor oportunidade e fazia uma tesoura no ar, com a esperança que esses milenaríssimos de segundo fora do solo me permitissem levantar o tão almejado voou. Após cada tentativa frustrada sentia-me cada vez mais perto desse desiderato.

Verdade o meu cabelo era às três pancadas, mínimo, tinha portanto o corte aerodinâmico certo. Era também um pau de virar tripas, levezinha o que tornava essa quimera completamente exequível. Vendo bem os piscos voam e eu era um pisco que por engano de um Karma desregulado tinha tomado a forma de gente. Levava tão a peito essa ideia que um belo dia, na praia da areia branca resolvi saltar de um murro altíssimo, abri os braços estiquei-me em ares de certeza absoluta e estatelei-me violentamente, com essa proeza fiquei mais baixita uns valentes centímetros, as dores da queda escondi para mim, há muito que sabia que a minha crença era vista como mais uma das minhas loucuras de miuda alucinada.

Enfim, exposto isto, escusado será dizer que houve em mim um claro e inadmissível erro de transmutação de almas, reencarnei na forma errada, não sou para minha pena uma ave de 14 cm com o peito e a testa de cor laranja ferrugínea, monogâmica e territorial. Na próxima vida ou venho como pisco ou vou directo para o nirvana, não aceito outra alternativa, não aceito mais erros, bando de incompetentes cósmicos.

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 10:22
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Tenho Dito

Ao longo da minha existência tenho conhecido homens bons, não me posso queixar, invariavelmente eles surgem onde menos o mundo esperava, e certamente onde as convenções segundo as quais fui criada me ensinaram a nunca procurar. Vou ser mais explicita encontrei alguns em homens cadastrados. Um deles, tipo picnico, compacto e musculado, cabelo rapado e olhos de criança me brindou com uma frase que tenho colada em mim: “um homem não entra em desespero”, pelo que me contou a dizia vezes sem conta ao seu filhote, menino de 5 anitos algo nervoso. Demorei muito tempo a entender algo absolutamente simples, ao contrário do que diz o saber popular não é o "hábito que faz o monge”, o selo de qualidade humana não se lê nos fatos Armani, gravatas de seda e sapatos italianos. Ela surge do íntimo do ser, não está ligado ao berço de ouro, nada tem nada haver com o passado de cada um, muito menos com os erros estúpidos da adolescência. Encontra-se sim ligado à capacidade do ser se transcender, resgenerar, reinventar, de entender os seus limites e fraquezas, e pedra sobre pedra tentar a todo o custo ser melhor. Os homens bons cometem maus passos e arrependem-se os outros esses nunca admitem erros e nunca se questionam. Tenho dito!
Maria João
publicado por mulheresforadehoras às 10:40
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Búzio

 

Quando era pequenina sentava-me no chão, colocava um enorme búzio no ouvido e sonhava com os dias de verão, ficava ali quieta horas a fio a fantasiar, numa calmaria tremenda, baloiçando nas ondas do mar. Ora o imaginava calmo, manso, mar chão como diziam os marinheiros, ou com ataques de levante e sentia a sua espuma branca e fofa. Hoje entrei numa loja e vi um lindo búzio, comprei-o, baratito apenas 8 euros. Segunda feira quando estiver com o meu filhote vou lhe ensinar os segredos que se escondem naquele pedacito de imensidade, vou-lhe dizer que o búzio canta canções de embalar que aprendeu no fundo do oceano e o meu pequenito vai sorrir, abraçar-me e ficar ali quietinho a sonhar comigo. Fácil..fácil!!
Maria João
publicado por mulheresforadehoras às 17:19
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Em Memória do Amor...em plágio quase integral

Porque foste na vida

A minha grande esperança

Encontrar-te me fez

Criança.

Porque já eras meu

sem eu saber sequer

Porque foste o meu Homem

E eu tua Mulher.

Porque tu me chegaste

sem me dizer que vinhas

Tuas mãos foram minhas

Com calma

Porque ÉS a minha Alma

Como um amanhecer

Porque foste

O que tinha de ser!

 

 

ZeliaN

publicado por mulheresforadehoras às 19:32
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O Sagrado (Recado para mim mesma)

"A Beleza  não é uma experiência de mistério, mas Divina que, se a experimentares junto de Alguém, não a deves estragar pela pressa de a entender.

Hás-de ver como ela te transformará, aos poucos, sempre que essa pessoa, ao pé de ti, te trouxer à ressurreicão "pequenos nadas" com que - apesar de os rios correrem (sem metafísica) para o mar - te tornarás numa pessoa mais surprendível e melhor."

 

 

ZeliaN

publicado por mulheresforadehoras às 15:53
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O Mundo pelo Avesso...mas a bater certo.

Este fim-de-semana foi nosso: meu, da João, das nossas crianças, dos meus animais. Mar, Sol, Praia, Luz , Amizade. Tudo Perfeito!

 

E fizemos descobertas:

 

O pseudo cavalheiro revelou-se sem emoção, sensibilidade ou educação.

 

O marginal, agarrado a vários anos de prisão, revelou intuição e coração. Coração bonito. Vermelho e sumarento. Coração de morango. Doce.

 

E tudo ficou certo...

 

 

 

ZeliaN

música: Tudo está no seu lugar. Graças a Deus. (Ou não.)
publicado por mulheresforadehoras às 15:31
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Curandeiras do meu destino

Vejo-me à distância, com uma mirada de quem analisa um bichinho de outro planeta. O meu corpo bóia na água cristalina, sinto o som do universo, o pulsar da natureza. A minha alma paira no céu entre nuvens brancas gulosas de azul e gaivotas que silvam alegres no ar. O corpo repousa, é uno com o liquido amniótico da mãe terra.  Sou mais do que podia ter sido, bem mais, trilhei outras linhas no destino escrito na palma da mão, sou a prova irrefutável que o livre arbítrio existe, rompi amarras, refiz a minha fé, reinventei-me, sou uma mulher inteira, feliz com o caminho que trilhou, em paz com os erros do passado, sou um caso bem sucedido de vida. Ainda bem que nasci!

 

P.s. Verdade tive a bênção de curandeiras, não o consegui sozinha, a elas o meu eterno agradecimento. Foi um post arrancado a ferros, mas apartir deste dia ele será sempre verdade, jurei a mim mesma.

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 12:10
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Zelia embalando criaturas maritimas

 

Desde pequenina acalentava um sonho, nadar com golfinhos. Na costa alentejana passavam grupos alegres de golfinhos-ruazes e ela pôs em marcha um plano para concretizar esse tão almejado desejo. Documentou-se acerca das diversas formas de os cativar; embalando-os com canções de ninar ou com choro aflito de náufrago à deriva. Num belo dia observou uma barbatana desenhando alegre recortes na água, mesmo juntinho da costa. Entrou no mar em alegria infantil, nadou para junto dele, dançou, cantou com vozinha doce e por fim choramingou com bastante afinco. O bicho contornava-a com clara curiosidade, criando círculos a sua volta. A tentativa durou horas, o seus dedos estavam enregelados os músculos doíam, tinha câibras pelo corpo fora, tremia de frio e estava perto do estado de hipotermia, mas não desistia do seu sonho. Ela com as suas quimeras era assim obstinada.

Uma lancha da polícia marítima aproximou-se e o bicho assustado fugiu para alto mar. Quando chegou a terra frustrada e cansada foi informada que tinha andando a bambolear-se junto de um tubarão-frade, bichinho de 7 metros e muitos quilitos de peso e um focinho de meter medo, várias praias tinham sido evacuadas devido a sua presença.

Vendo bem muitos dos nossos sonhos quando se concretizam são assim, absolutamente estranhos e com um travo de uma ingenuidade comovente.

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 12:05
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Encharcada Convencional

Sentadas no café grão de café, tagarelávamos alegremente deliciando-nos com uma saborosa encharcada. A Dona do estabelecimento informou-nos com ar de roteiro turístico para pacóvias “esses doces convencionais são uma verdadeira delicia”. Com ar de gozo olhei para a Zélia e comentei “doces convencionais!!!”, ela desatou a rir e engasgou-se, ficando literalmente roxinha. Levantei-me em pânico e enquanto gritava “acudam-me…acudam-me!!!” com ar alucinado tentava por em marcha uma Manobra de Heimlich patética. Coloquei-me atrás da vítima convencional e, com os braços ao redor da cintura, com a mão fechada, fazia pressão no abdómen na esperança que o corpo estranho fosse expelido. A minha amiga levantou o braço, pensei deve ser o estertor final, o derradeiro Adeus. A seguir só me restava fazer-lhe uma incisão na garganta com uma caneta bick, tinha visto tal ideia peregrina numa série televisiva. O pessoal que observava o drama de bancada deduzia que estávamos numa representação teatral algo aparatosa, ou tal se inscrevia nos comportamentos veraneantes de pessoal da capital, que como é sabido não regula bem da tola por causa do stress, pelo tanto ninguém vinha em nosso socorro. Finalmente, e graças a Deus, a encharcada saltou-se podendo a minha amiga retomar as gargalhadas que tinha interrompido, dando a certeza ao publico que para nós olhava tipo Nacional Geographic, que sem duvida éramos doidinhas de todo.

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 14:31
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Irmandade das sardas

Maria da Luz é uma gata adolescente com um passado bastante conturbado, teve uma ninhada ainda muito jovem a que perdeu o rasto (nem imagino a dor que sentiu), um acidente de viação que lhe deixou o rosto estraçalhado, encontrava-se num gatil em Castro Marim quando a fui buscar. É uma pura rafeira de Vila Real de Santo António, olhos azuis marinhos, corpo magro e elegante, porte estranhamente aristocrático, pêlo curtinho branco entrelaçado com manchas castanhas, grandes orelhas pontiagudas rosas pintalgadas com sardas (sim tem sardas como eu e isso nos une visceralmente criando uma irmandade secreta – pouca gente sabe disso, mas fazemos um poderoso lobby, a maçonaria ao nosso lado é um grupo de escuteiros iniciáticos). Ela é de uma beleza que se aprende a gostar, vai cativando e crescendo, não cria paixões arrebatadoras mas amores profundos construídos com o doce passar do tempo. Em vidas passadas foi uma mulher negra degredada para Castro Marim, onde a enforcaram em praça publica, isso ela contou-me nas múltiplas conversas que trocamos em altas horas da noite, com a janela aberta para a varanda do meu quarto, horizonte iluminado por uma igrejinha retirada de um presépio de António Ferreira. Ela no meu colo a contar as suas magoas, lágrimas no canto do olho, e eu a prometer que a partir desse instante a protegerei de todos os males do mundo, tentando a sossegar dos seus medos de abandono. Em troca só quero que se deixe mimar no meu regaço e que guarde os meus segredos, aqueles que eu antes só contava as pedrinhas do rio de Valdetelhas. Sim em vidas passadas eu...

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 12:12
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