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Sábado, 19 de Maio de 2007

Kali

- Todos nós somos incompletos – disse o Sábio. – Todos somos divisão, fragmentos, sombras, fantasmas sem consciência. Todos julgámos chorar e exultar desde há séculos e séculos.
- Fui deusa no céu de Indra – disse a cortesã.
- E não estavas mais livre do encadeamento das coisas, nem o teu corpo de diamante mais protegido do infortúnio que o teu corpo de lama e carne. Quiçá, mulher sem fortuna que eras desonrada pelas estradas estejas mais perto de aceder ao que é sem forma.
- Estou cansada – gemeu a deusa.
Então, tocando com a ponta dos dedos nas negras tranças sujas de cinza:
- O desejo instrui-te sobre a inanidade do desejo – disse ele; - e a pena que sentes ensina-te que não vale a pena ter pena.
Fabuloso excerto dos Contos Orientais – Kali decapitada de Marguerite Youcenar, dedicado ao dia em que assimilei a complicada lição de que não vale a pena ter pena, pelo tanto devo estar a uns passos de atingir o nirvana.
 
Maria João
publicado por mulheresforadehoras às 03:00
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2 comentários:
De TheEconomist a 19 de Maio de 2007 às 12:24
Talvez o mais aproximado a não valer a pena ter pena, seja uma frase adoptada por uma nobre italiana de cujo nome não me recordo agora e que se resumia a isto: Nec spe, nic metu.

Este latim significa apenas "sem esperança, nem medo". Tão simples e no entanto tão difícil de seguir.

Ainda dizem que o Ocidente não consegue produzir estas pérolas meditativas.

Somos os maiores (com acento no a)!
De Anónimo a 19 de Maio de 2007 às 12:56
Meu querido e estimado Economist a verdade é que toda estas evoluções pessoais para hipotéticos níveis de um mais elevado crescimento pessoal, que correspondem a inegáveis vitórias de emancipação entre o emocional e o racional, se alicerçam invariavelmente na perca de fé pelo outro. É como se o crescimento andasse de mãos dadas com o desencantamento.
Vendo bem as coisas não sei se é vitório ou despeito. E na realidade a bela e assustadora Kali não ascendeu ao nirvana, vive penando entre nós em esquinas perdidas e achadas da mémoria.
Obrigada amigo. :-)
maria joão

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