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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Ontem no meio da noite escura

Meu anjinho da guarda surgiu ontem no meio da noite escura.

Olho negro, corpo machucado e asa virada ao avesso.

Vinha num desalinho total, túnica rasgada no peito, um pé descalço e o outro calçado.

Mais uma vez andou à luta com diabos, diabretes, anjos de grande porte e arcanjos.

Enrolou-se numa briga no asfalto do céu, para os lados da via láctea, deu pontapés, murros, dentadas, disse palavras feias e até cuspiu para o ar, no final caiu redondo no chão.

Depois desse desvario Deus ralhou com ele, puxou-lhe as orelhas, e de castigo teve de rezar quarenta Aves Marias e cinquenta Pais-Nossos.

Sosseguei-o, disse-lhe que Criador era tonto, que andava de cabeça perdida por causa do buraco do Ozono, que não ligasse.

Abri o peito e firme, no meu um metro e oitenta de ego, garanti-lhe que na próxima vez o Senhor teria que se ver comigo.

Descobri os meus braços, passei os meus dedos pelos seus cabelos desgrenhados, compus as suas penas com carinho, cobriu-o com beijos repenicados.

Dei-lhe um colinho imenso e embalei-o com cantigas de ninar.

Meu anjinho da guarda, a metade adorada de mim, a metada arrancada de mim, adormeceu no meu peito.

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 15:02
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2 comentários:
De Von a 26 de Junho de 2007 às 15:42
Lindíssimo

Von
De cbs a 26 de Junho de 2007 às 18:48
sim... muito bonito :)*

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