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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Apneia

 

No meu filhote as leis da natureza são as sonhadas por ele; a terra se enche ou vaza e não as marés, as luas minguam em maluqueira pegada, os rios nascem todos num rio mínimo lá para terras de Trás-os-Montes, e o sol nasce consoante lhe dá na telha. Nele tudo é descoberta tudo é vida efervescente.
Estou sentada na areia dourada da praia, um enorme chapéu de palha cobre o meu rosto, não quero mais sardas (eu e o sol vivemos desde sempre uma relação amor ódio), as mãos estão coladas no regaço, minha mente absolutamente imóvel e fixa no mar, quero aquele momento na eternidade da minha memória, a salvo de todas as tempestades da vida, quero aquela pausa de calmaria cravada no meu peito para a minha eternidade. O meu menino mergulha nas ondas do mar, batendo recordes de apneia para me impressionar, enquanto faz pulos de golfinho, o pino e bate palmas com os pés. Podem me acusar de muito na vida, mas sou testemunha do meu filhote e com ele reinvento as leis do mundo. As nossas leis, o nosso Deus, e a certeza inabalável do amor incomensurável de um pelo outro. Por ele eu sou a loba mais forte da matilha, a raposa mais astuta, a ave de rapina mais veloz, porto de abrigo, santuário, por ele sou indestrutível e curandeira exímia. Por ele eu me supero, me arranco da terra, ergo a cabeça e danço à volta do chapéu em arte cigana.
Maria joão
 
publicado por mulheresforadehoras às 12:15
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2 comentários:
De Anónimo a 5 de Agosto de 2008 às 15:06
Lindissimo.

Von
De mulheresforadehoras a 5 de Agosto de 2008 às 17:39
Von
tenho saudades tuas

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