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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Irmandade das sardas

Maria da Luz é uma gata adolescente com um passado bastante conturbado, teve uma ninhada ainda muito jovem a que perdeu o rasto (nem imagino a dor que sentiu), um acidente de viação que lhe deixou o rosto estraçalhado, encontrava-se num gatil em Castro Marim quando a fui buscar. É uma pura rafeira de Vila Real de Santo António, olhos azuis marinhos, corpo magro e elegante, porte estranhamente aristocrático, pêlo curtinho branco entrelaçado com manchas castanhas, grandes orelhas pontiagudas rosas pintalgadas com sardas (sim tem sardas como eu e isso nos une visceralmente criando uma irmandade secreta – pouca gente sabe disso, mas fazemos um poderoso lobby, a maçonaria ao nosso lado é um grupo de escuteiros iniciáticos). Ela é de uma beleza que se aprende a gostar, vai cativando e crescendo, não cria paixões arrebatadoras mas amores profundos construídos com o doce passar do tempo. Em vidas passadas foi uma mulher negra degredada para Castro Marim, onde a enforcaram em praça publica, isso ela contou-me nas múltiplas conversas que trocamos em altas horas da noite, com a janela aberta para a varanda do meu quarto, horizonte iluminado por uma igrejinha retirada de um presépio de António Ferreira. Ela no meu colo a contar as suas magoas, lágrimas no canto do olho, e eu a prometer que a partir desse instante a protegerei de todos os males do mundo, tentando a sossegar dos seus medos de abandono. Em troca só quero que se deixe mimar no meu regaço e que guarde os meus segredos, aqueles que eu antes só contava as pedrinhas do rio de Valdetelhas. Sim em vidas passadas eu...

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 12:12
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