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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Zelia embalando criaturas maritimas

 

Desde pequenina acalentava um sonho, nadar com golfinhos. Na costa alentejana passavam grupos alegres de golfinhos-ruazes e ela pôs em marcha um plano para concretizar esse tão almejado desejo. Documentou-se acerca das diversas formas de os cativar; embalando-os com canções de ninar ou com choro aflito de náufrago à deriva. Num belo dia observou uma barbatana desenhando alegre recortes na água, mesmo juntinho da costa. Entrou no mar em alegria infantil, nadou para junto dele, dançou, cantou com vozinha doce e por fim choramingou com bastante afinco. O bicho contornava-a com clara curiosidade, criando círculos a sua volta. A tentativa durou horas, o seus dedos estavam enregelados os músculos doíam, tinha câibras pelo corpo fora, tremia de frio e estava perto do estado de hipotermia, mas não desistia do seu sonho. Ela com as suas quimeras era assim obstinada.

Uma lancha da polícia marítima aproximou-se e o bicho assustado fugiu para alto mar. Quando chegou a terra frustrada e cansada foi informada que tinha andando a bambolear-se junto de um tubarão-frade, bichinho de 7 metros e muitos quilitos de peso e um focinho de meter medo, várias praias tinham sido evacuadas devido a sua presença.

Vendo bem muitos dos nossos sonhos quando se concretizam são assim, absolutamente estranhos e com um travo de uma ingenuidade comovente.

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 12:05
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1 comentário:
De mulheresforadehoras a 5 de Setembro de 2008 às 16:24
De referir que também fiz de morta, dei alegres pulinhos fora de água e convenci-me, super angustiada, que o "bichinho" dado o tamanho e o facto de não fazer piruetas e saltos e se limitar a nadar ,"tipo submarino", de um lado para o outro, devia estar muito doente e tinha-se afastado do grupo para morrer. donde o "choro" ter saído com algum sentimento...

ZeliaN

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