Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Domingo, 26 de Abril de 2009

Assumo

 

Limpei a minha casa do meu passado. Foram fora; fotos, cartas, roupa, perfumes, papeis e mais papeis. Depois fiquei assustada, sentindo um enorme vazio, limitando-me a constatar um facto reconhecido pelas evidências do meu corpo, as tonturas e náuseas que me acometia a revelar-me somaticamente. Amei-te, verdade amei-te, a miúda tonta da foto não deixa enganar, com aquele olhar de caramelo olhando-te deleitada com ar sonhador. Verdade rasguei o raio da fotografia para ocultar as provas mas de nada serviu.
Tu, reizinho mimado, a quem se serviu amor numa bandeja dourada desde tenra idade, limitaste-te a receber. Com medo de me desmembrar, espalhar-me aos bocados pelos outros, não te sobrando nada para ti, fechaste-me a mil chaves. Senti-me encurralada a definhar e fugi. Sou como as ervas daninhas só se dão ao ar livre, ou dirias tu aos gritos “raio de sangue cigano!”. Seja lá como for, assumo perante as evidências do lixo que já mora nos contentores da reciclagem, amei-te, amei-te mas já não te amo mais, passou e hoje acabei esse luto.
Caramba nem sabes como custou escrever isto, Santa Sara Kali ajudou, bem-haja.
 
Maria João
publicado por mulheresforadehoras às 17:48
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2 comentários:
De João Santos a 28 de Abril de 2009 às 15:09
Grande pancada!
Que raio se passou na sua vida para revelar tanta angústia?
Tenha calma.
João
De mulheresforadehoras a 29 de Abril de 2009 às 23:23
João Santos apresento desde já o meu pedido de desculpas excedi-me, acho que foi do enquadramento do tal anonimo, ou por ter dado outro sentido às palavras, de qualquer jeito assumo quando passo as marcas e dai o meu pedido de desculpas. És bem-vindo neste blog, não sou uma fulana que se acha o supra sumo da barbatana, apenas adoro escrever. Quanto à angústia por vezes existe, sou humana, bem como o contrario, sou como toda a gente, um caleidoscópio de emoções. Calma até a tenho quando não começo a espingardar e a dar tiros nos pés, depois sei parar reconsiderar e tentar emendar os erros.
Maria joão

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