Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

...

Imagina-te num automóvel ao lado do condutor. Exacto, estás a ser conduzida numa viagem  que se quer e deseja bonita. A determina altura e sem aviso prévio, o condutor pede-te que saias. Pior: exige-te que abandones o automóvel. Ficas ali apeada, assustada e desorientada. A tristeza e a desilusão são sentimentos que surgem depois. Vês o automóvel a afastar-se de ti e queres gritar e implorar-lhe que regresse. O orgulho impede-te. Até que, quando ainda nem tinhas começado a processar como vais reagir e sair dali, ouves um estrondo e vês o carro a incendiar.

Como se designa aquilo que sentes nesse momento? Exacto. Não há palavras.

A vida encarrega-se de nos mostrar que há perdas menores, situações incontornáveis e pessoas destinadas. E agradeces a quem te colocou fora do carro que por acaso estava em movimento. Agradeces-lhe a queda, os arranhões e uma vida sem queimaduras. Doeu mas estás viva!.

 
 
 
publicado por mulheresforadehoras às 22:07
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4 comentários:
De Sabina a 14 de Maio de 2009 às 23:01
A minha primeira reacção foi achar que o meu blog tinha ficado branco....

Quanto ao post, e agora que estou em fase final de cicatrização das feridas, posso dizer-te o seguinte:

- irei pessoalmente à "unidade de queimados" agradecer a quem me colocou fora de carro.

- conclui que nós somos as nossas circuntâncias e as nossas opções. Aquela decisão do condutor matou-me a alma mas salvou-me a vida. Sei que foi uma decisão por irracionalidade, (só) eu sei o quanto me custou a sair daquele carro mas acredito, agora mais do que nunca, que era assim que estava destinado.

- não, não era possivel saltarem os dois do carro. Quando alguém toma uma decisão (cruel) de te colocar fora é porque está cego e irracional. E isso, como sabemos, não combina com viagens a dois. E mesmo que fosse possivel o condutor também saltar do carro, sim porque eu também me perguntei isso, eu não queria que a pessoa que me fez sair em andamento passasse o futuro ao meu lado.

Agora lucida. Há uns tempos atrás desvairada de sofrimento. Mas é na dignidade do sofrimento que se vê a nossa verdadeira essência. E eu também sou uma Senhora.

beijo
De Sabina a 14 de Maio de 2009 às 23:24
( isto é giro de comentar os meus própios posts)

A GRANDE QUESTÃO É:

- deve uma senhora, cheia de orgulho, mas uma senhora, ir ajudar a tratar as feridas do queimado ( visto que as suas, muito menores, começam a sarar agora)?
De mulheresforadehoras a 15 de Maio de 2009 às 00:32
Depende muito de o "queimado" querer ser ajudado ou não por essa senhora (e da intensidade desse desejo). Se as feridas já estiverem bem saradas, não fará grande diferença( para ela)...e fica sempre bem!
Se não, querida, o risco existe e é grande. As histórias tendem a repetir-se e as cicatrizes das feridas recordam as mágoas.
Mas também existe o risco de não querermos correr riscos e de pagarmos um preço por isso... "E se...???"

Zélia
De mulheresforadehoras a 15 de Maio de 2009 às 11:10
Leio atentamente os comentários da Zélia e da Sabina sobre a ajuda ou não a queimados. Vejamos Florence Nightingale (12 de Maio 1820, Florença - 13 de Agosto 1910, Londres) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Criméia. Também contribuiu no campo da Estatística, nomeadamente na criação de sistemas de representação gráfica como o gráfico sectorial. Os soldados fazem dela o seu anjo da guarda e ela será imortalizada como a "Dama da Lâmpada" porque, de lanterna na mão, percorre as enfermarias, atendendo os doentes.
Existem mulheres com o complexo “Florence Nightingale”, contra mim falo, na realidade aplica-se tanto na pancada por análises estatísticas, como pela ajuda a estropiados ou a tendência para cuidar aqueles que em tempos me destrataram. A minha estimada amiga Zélia sofre de um caso extremado de “Florence Nightismo”, as suas preocupações estendessem a todos os seres vivos; seres humanos (onde a mim me arrolo quando das minhas crises de Gata Borralheira), gatos cambaleantes, cães com sarna e plantas moribundas. A casa dela mais parece uma tenda de campanha, a taxa de sucesso é elevadíssima, contudo pergunto-me muitas vezes qual é o preço a pagar por se ter uma natureza tão abnegada, ser tão voluntariosamente generosa e boa.
A dúvida levantada pela Sabina faz-me crer que também sofre do mesmo “sindroma”. Não sei qual é a cura, acho que passa em pensarmos primeiro em nós, na nossa pele, e nos protegermos, sermos enfermeiras de nós mesmas, depois daqueles que nos amam e só depois…bem não sei.
Maria João

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