Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Stress, sandálias e dedos de macaca trepadora de coqueiros

 

Foi convidada para um baptizado, ando às voltas com os preparativos, a criança segundo o pai tem os meus olhos. Como não somos parentes, nem eu nada tenho haver com o rebento a frase soa muito estranha, não é por tanto de admirar que a mãe rogue-me pela pele, o que de resto é péssimo para a harmonia dos meus chakras e também do casal. Assim sendo sou uma convidada pela parte do progenitor e uma penetra pelo lado da progenitora. Tentarei ser discreta, o que por si só é uma missão impossível, que envolve: não derrubar copos de vinho em cima dos comensais, não cantar entusiasticamente hinos religiosos quando o resto do mundo já se calou, não tropeçar e pisar meio mundo, não falar de centros energéticos ou se a Nossa Senhora de Fatima também não será a filha de Maome em mesa da Opus Dei etc. O stress altera-me a nível da motricidade, afectando o centro do bom senso, anulando o sentido do ridículo, sugando-me invariavelmente para o vórtice dos temas proscritos. 

Relembrei a máxima “se houver algum acontecimento importante nas vossas vidas, não leves sapatos novos, pois as dores nos pés poderão impedir-vos de apreciar o momento”. Na realidade sou uma nica de gente 1.60. É costume nessas ocasiões, levar uns sapatos de 10 cm e o cabelo preso em rabo-de-cavalo, tipo coqueiro (ganhando outros 5 cm no mínimo). Verdade podia armar o cabelo com laca, estilo capacete, mas ele é liso demais e não reage a esse tratamento. O look cabelo lambido por uma vaca é o mais simples, mas não me dá estatura. Ser mulher é complicado, um homem veste qualquer trapinho e toca a andar, ninguém questiona. Quando uma pessoa se produz existe sempre a terrível dicotomia conforto e beleza (ou a tentativa patética desse ideal).

O vestido é de seda branca todo pintado por mim com a técnica Batick. Saiu barato e é único (10 euros para a costureira, o tecido trouxe de Macau faz muitos anos, a pintura foi feita em segundos num ataque de criatividade que podia ter lixado tudo! Escusado será dizer que a linha que separa esta criação, em autentica peça de arte ou uma cagada em três actos, é muito ténue), o resultado é esquisito e disparatado demais para alguém se atrever a criticar. De resto o acto de andar com ele em publico é só por si um statement ao meu elevado grau de alucinação, se perguntarem o nome do criador, direi que é uma nova tendência na moda “foot rapado fashion”.

As jóias de família estão todas no prego, coisas da taxa euribor...Terei de usar os colares folclóricos feitos pela minha sobrinha (há sempre a hipótese de dissertar sobre o valor afectivo dos mesmo, o que fica sempre bem e explica a panoplia variada de fancaria) e as pulseiras com chocalhos (o barulho é óptimo, tem o dom de confundir as pessoas e remete-las para o passado bucólico das pradarias, campos de searas ondulantes por aí).

Bem vistas as coisas tenho tudo preparado, tudo menos os sapatos. Acho que vou optar por sandálias altissimas mas faceis de descalçar, os meus pés tem os dedos separados tipo macaca trepadora, quando me sentir uma outsider sempre posso olhar para eles e rir um bocadinho.

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 14:09
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