Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

O Buda Ciclista

 

Estive hoje com o meu consultor financeiro, sim o descalabro era tanto, estava nas lonas, que tive que assumir o meu fracasso e entregar a minha gestão a terceiros devidamente credenciados para o efeito. Ainda por cima um homem, uma vergonha!

Perante o tal génio da engenharia caseira, mais uma vez tentei desesperadamente e sem sucesso defender a minha inaptidão naquela área com o facto de ser extremamente espiritual, um ser de luz pouco dado a assuntos mundanos. Explico-lhe que o elemento água tem de estar presente na minha vida, dai os banhos de emersão e as contas astronómicas em gás e na EPAL, acrescento que estou ciente de que é um crime ecologico, mas é um vicio mais forte que não consigo aplacar.

Ele ora olha com ar de espanto ora ri das minhas explicações patéticas, na realidade não lhe pago, ou o pagamento é feito com as minhas histórias de vida, que pelos vistos o fazem ficar bem disposto e secções de Reiki.

Trata-me carinhosamente por Janica Lunar. Quando pedi a sua ajuda não tinha a noção da quantia do meu empréstimo ao banco, o preço do meu carro, ou quantos anos tinha estado casada. Tentei explicar, para seu espanto, que era uma pessoa que memorizava momentos, afectos e cheiros. Com uma excelente memória afectiva e uma péssima memória para factos. Ele simpatizou comigo e enterneceu-se com o handicap de fada do lar, aos poucos nasceu uma amizade.

Depois de tanta troca de intimidades, sim ele até sabe da minha data de nascimento, e toda a gente sabe que uma mulher que diz a idade é capaz de revelar tudo, ele achou por bem perguntar o porque do meu divórcio, tal o deixava intrigado.

Achei que merecia saber tal segredo, visto ter indexado o pagamento do carro ao da casa, o que me permitia inscrever-me no curso de aperfeiçoamento das massagens ayuvedricas (não lhe falei desse meu investimento pois tive receio que o pobre entrasse em colapso!).

Assim reza a historia: O meu ex. marido um belo dia resolveu que ia recuperar a forma física escultural da adolescência, uma tarefa digna de Ulisses. Comprou para esse efeito, uma ultra sofisticada bicicleta, não contente, resolveu se munir de todo o equipamento necessário, para dar mais credibilidade ao ciclista adormecido que existia dentro dele. E lá fomos os dois para a Sport Zone, ele vagueou pelos corredores, recolhendo capacetes, joelheiras, meias e sapatos apropriados. Entrou no gabinete de prova, e passado largos minutos chamou-me. Qual não foi o meu espanto quando o vejo todo equipado, dos pés à cabeça, trajando uns ridículos calções de licra amarelo com alças, bem justinhos naquelas formas redondas. Tentei conter-me perante tamanha visão, aquele corpo anafado de cento e tal quilos com o pneu michelan bem delineado e estilizados pela vestimenta, estava perante a visão de um Buda ciclista. Não aguentei e comecei a rir de forma incontrolável, a imagem era absolutamente hilariante. Quando terminei a risota, passados largos minutos, ele olhou para mim, furibundo e disse: Essa não te perdoarei, nunca ouviste! Não queria rir dele mas com ele! Caramba eu também o fiz rir quando pintei o cabelo de ruivo e parecia uma boneca da feira ou quando grávida me passeava alegremente de umbigo pintado com canetas de feltro.

Concluindo, ele era incapaz de rir de si, e eu fui criada num ambiente em que tal era ensinado no berço, uma condição para se viver em grupo.

Por exemplo, no outro dia fui às compras com uma das minhas irmãs, que tem um peito patriótico, por razões que desconheço resolveu provar uma blusa small, entrar até entrou após alguns contorcionismos dignos do Hudini, mas quanto ao sair foi outra historia. Resultado foi uma luta titânica para lhe tirar a roupa, eu puxava de um lado ela do outro, as gargalhadas soavam alto e a bom som, e ela se rebolava a rir dentro do provador, saímos de lá bem dispostas e com mais uma historia para relembrar.

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 22:20
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1 comentário:
De Mana a 19 de Junho de 2009 às 18:16
Julgo de ser do mais profundo mau gosto revelar momentos de intimidade fraternal ainda por cima com alusões soezes ao meu excessivo patriotismo. De facto, só a imagem contorcionista de alguém tentando escapulir-se de dentro de uma camisola demasiado justa é penosa...poderei como vingança também referir o uso de blusas generosas por parte da irmã delatora que provocaram num jantar cenas conjugais que não podem ser qualificadas de edificantes!!!! Pelo contrário, o cônjuge em causa estava enterrado dentro de um decote, confuso à boa maneira masculina sobre a que acepipe se deveria dedicar...tudo isto para irritação da matrona esposa (sim, que não mulher, era mesmo ESPOSA) vestida de gola alta e que nitidamente era já prato fora de prazo para o gastrónomo de serviço. Toma ...estou vingada!!!

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