Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Marginal

 

Olhei-me mais uma vez para o espelho do retrovisor e virei a cara rapidamente! Que susto, lá estava aquele ar alucinado que faço quando estou em acting out (isto de se ter a mania que se é uma gaja culta é que podemos usar com ar de sapiência termos sofisticados para explicar todo o tipo de comportamentos desaparafusados, é isso e citações, são o wonderbra dos intelectuais: com a sua ajuda, até as ideias mais insignificantes parecem imensas).

Liguei o CD no máximo, e a voz trágica de Edith Piaf invadiu o ar ao som de “Non, je ne regrette rien Non!” …Rien de rien ... Ni le bien qu'on m'a fait…Ni le mal tout ça m'est bien égal !....Je me fous du passé!. Foi evidente que a escolha musical fora o mais disparatado possível. Ali estava eu acompanhada por aquela mulher pequenina de mágoas viscerais, intimista, intensa, e azarada como poucas, sem falar do frágil porte sinal de uma depressão/crónica/paradigmática colada à pele.

Retirei rapidamente a patética escolha musical e optei pela louca Tina Turner em busca de um pouco de Human Power. Era urgente pernas firmes e cabeleira desgrenhada, largar a religião judaico cristã punitiva e sofrida (se não fosse a ajuda de Saramago nunca teria chegado a tamanha conclusão) e virar budista. Nesse mesmo instante, em que em plena perícia trocava de CD`s, fui avisada por com condutor histérico que estava a conduzir com as luzes apagadas, estilo Michael Knight ao controlo do seu terrível K.I.T.T. A noite estava límpida e a marginal está muito bem iluminada, se fosse em sentido contrario até compreendia tamanho alarmismo, enfim o pessoal na Capital tem stress por tudo e por nada, " homens...homens...! se continua assim um dia ainda tem um enfarte...!".

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 16:33
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