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Terça-feira, 31 de Outubro de 2006

Mito do eterno retornado

Acordou às 4 horas da manhã com o coração minúsculo, tinha sonhado que estava a chorar. Há muito que chorar e dormir tinham deixado de ser tarefas fáceis. Passeou-se pela casa, enroscou-se no sofá, olhou para os seus pés descalços e tentou não pensar em nada. Se o seu filhote já estivesse criado, ia para Africa. Lembrou-se de quando veio, de achar que toda a gente andava de luto, das suas roupas garridas tão desadequadas (cores de retornada diziam eles com escárnio), como se sentiu estranha naquela terra, tão desajustada como naquele instante. Enxovalhada, feita menina perdida, chorou mais uma vez, pelo céu de Lisboa ser mais pequenino do que o Africano e as luzes da cidade tornarem a noite numa noite inútil, disparatada, subvertida, que não cumpre o propósito de esconder. Queria fugir dali, mas estava encurralada, era um bicho enjaulado com um enorme projector a denuncia-lo!

 

publicado por mulheresforadehoras às 15:46
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1 comentário:
De The Economist a 31 de Outubro de 2006 às 17:33
Mas entretanto, a África da qual os retornados sairam voltou em força. Seja pelo hip-hop que uniu africanos de vários lugares, seja pelas danças africanas que estão na moda, seja ainda pela projecção que a beleza africana tem cada vez mais.

Não é tudo para um retornado, mas é algo mais do que tinham há anos atrás. E depois, os portugueses ditos metropolitanos hoje viajam mais e são mais joviais. Felizmente que hoje já se vestem melhor e com mais cor. A minha cidade, Lisboa, agradece. Toda aquela luz fabulosa que a inunda só fica bem com cor, calor e muita música.

Mesmo assim, morro de saudades dos meus 15 dias em Cabo Verde.

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