Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

.posts recentes

. Pó vivo!

. As duas Casuarinas - Cont...

. As duas casuarinas

. Isso não importa

. Profecia Familiar - Bem q...

. Noticia de ultima hora - ...

. Tai

. Romantismo masculino/Toda...

. Ser inebriante portuga

. Quem tem uma Tia assim nã...

.arquivos

. Maio 2011

. Fevereiro 2011

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Julho 2006

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2006

Deus me perdoe mas como eu adorava prestar culto aquela divindade pagã

Foi sem duvida uma noite animada, em Santos numa discoteca de Cabo Verde de nome B´leza. O ambiente é extremamente simpático, os convites para dançar caem no ritmo contínuo das músicas melodiosamente cantadas em crioulo, com a indiscutível vantagem dos homens não estarem no engate e saberem dançar sublimadamente, não se limitando a fazer gestos estilosos, patéticos e invariavelmente ridículos como é comum em outras paragens. Cruzei-me na pista com um Ente Divino, um Deus Africano caótico e endiabrado, com a dádiva de fazer com que qualquer Dama dançasse gloriosamente, mesmo à mais patuda do universo. Esse Deus das Mornas, Coladeras e Kizombas, tinha um tom de pele chocolate quente, um corpo digno de nunca ser esquecido rematados por um sorriso (para mal dos meus pecados) de uma matreirice de poderes sobrenaturais. Enfim, um pedaço de mau caminho com estilo, ginga e mestria nos pés. Sai de lá com a fé renovada no Sagrado e com muita pena de não ter ficado com o contacto com a desculpa de me querer converter a outra religião que incluísse nos seus rituais umas aulitas de dança particulares.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 13:20
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De The Economist a 20 de Novembro de 2006 às 18:45
O sortilégio de Cabo Verde! Que saudades!

Melhor ainda é dançar no Bomba H, na cidade da Praia (é um nome lindo para uma cidade), com um tecto muito especial: em vez de um tecto com luzes e bolas de espelhos, temos um céu estrelado e limpo.

A puxar-nos os olhos para baixo, estão as roupas cheias de bom gosto das caboverdianas. Aí reparamos naquelas deusas cor de chocolate, moka, café com leite, enfim, o castanho em todas as suas gradações, a dançar com uma elegância e uma sensualidade nunca vistas.

E para cúmulo há o cheiro dos perfumes das africanas. Em vez de cheirarem aos nossos perfumes, há sempre aquele cheiro de côco ou manga à volta. Esse cheiro movimenta-se como elas, naquela forma felina e provocante que nos deixa hipnotizados.

E as estrelas por cima do Bomba H são testemunhas daquele espectáculo estonteante de beleza, elegância e provocação que alimentam desenfreadamente as fantasias tresloucadas de um europeu de cor deslavada e sem pinta de graça.
De unicus a 20 de Novembro de 2006 às 18:45
Marota....lol

Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds