Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

.posts recentes

. Pó vivo!

. As duas Casuarinas - Cont...

. As duas casuarinas

. Isso não importa

. Profecia Familiar - Bem q...

. Noticia de ultima hora - ...

. Tai

. Romantismo masculino/Toda...

. Ser inebriante portuga

. Quem tem uma Tia assim nã...

.arquivos

. Maio 2011

. Fevereiro 2011

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Julho 2006

Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

A Fashion Trash Cool e o Pseudo Vórtice

Ecolerizado o esteta disse:

- Eu sou um vórtice, homem urbano, designer, minimalista, visionário,  geneticamente eu estou para lá da evolução e declaradamente para lá do meu tempo. Em resumo sou um homem virado para o espaço. Você não é assim! Com as suas malas com corações, o seu relógio com o Principezinho de Saint-Exupéry, e aquela panóplia de bibelots com meninas de porcelana que enchem os seus móveis Arte Nova, que eu abomino, um horror! Deite o recheio da sua casa fora, pinte as paredes de vermelho, liberte-se! A sua estética está morta, compreende! Há pouca modernidade em si! Não é que eu não saiba apreciar o Kitsch Chic, sou uma mente esteticamente acordada, mas a menina simplesmente abusa. E depois há toda a questão das palavras que utiliza, trata o seu filhote por piu piu e fofinho, que coisa pinderica, onde se viu!

Calidamente a menina respondeu:

- Oh querido, eu também sou muito fashion na linguagem, muito trash cool, com laivos de minimalista, quer ver? E se fosse para a Merda!

Maria João F.

 

publicado por mulheresforadehoras às 09:54
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

4º Chakra - Anahata, do coração

Numa Palestra, após um exercício algo complexo, de acesso ao arquétipo da Rosa, orientado pelo Psicólogo Clínico e Poeta – Giancarlo de Aguiar. Um homem que não recordo o nome, proferiu a seguinte frase, de enorme beleza:

“Sou eu e ela. Uma Rosa nos une para a eternidade”.

Ao ouvir pensei, porque raio nunca ninguém me fez uma jura de amor, tão redonda.

 Maria joão F.

publicado por mulheresforadehoras às 09:30
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Traços de personalidade Kamikazes

Ela tinha a convicção absoluta que o que tinha de mais sedutor, autêntico e único era a desfaçatez! E quando os outros a questionavam chocados acerca dessa forma tão despregada de estar, ela ria, mostrando os seus caninos bem alinhados, respondendo prontamente que tal conduta se devia à exigência primária de ser Una com o seu Self.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 12:21
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

História crua sem purpurina dourada

O vizinho, a porta arrombada, o carro riscado, o trabalho, os prazos, os objectivos, a avaliação, o dormir na forma, a montanha de roupa por passar, o dinheiro que nunca chega, os saldos da Fátima Lopes, os sonhos que custam 1 euro, o empréstimo do banco que aumentou, a sangria de frutos silvestres que adora mas faz dores de cabeça, as filas de transito, o tictaque do relógio, a resposta que não chega. A indecisão, as escolhas erradas, a falta delas, o miúdo, os trabalhos de casa, o pai que não quer saber, a teimosia de não aceitar as coisas como são, os papéis que se representam, a actriz principal, a falta de pele, o gata com pulgas, a estúpida da colega, os caminhos cruzados, as charadas, o cansaço. A vida presa nestes disparates. Desesperadamente queria férias de ela mesma.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 09:16
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

Insight extemporâneo

Sacode o fato de banho e o cabelo como um cachorrito com pulgas, galga para dentro da piscina, faz petardos, bombas, grita, ri em estonteantes gargalhadas, em roda-viva salta, corre, pula e incomoda meio mundo.

No meio do caos que o seu filhote cria, os olhares críticos e coléricos de famílias em ebulição: “essa criança parece eléctrica!”, “o raio do miúdo não pára quieto!”, “não sabem educar os filhos, um par de estalos bem dados…!”, recebe um telefonema do ex marido:

- A lontrinha não pode atender está dentro de água!... Ele está óptimo o resto da piscina é que esta incomodado com tanta…exuberância!

- É o pai por uma pena!! (responde rindo satisfeito)

Belo insight, pensa ela! Se esse processo de auto conhecimento tivesse começado uns anos antes talvez não se tivessem divorciado!

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 12:33
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006

Contos de Fadas Pós-Modernos II – Metro-Men sem brevet de rapidinhas

Era uma vez um cosmopolita que para ter o brevet de rapidinhas, faltava dar o corpo ao manifesto numa cabine telefónica. No seu roteiro de Zonas quentes constavam: museu, ponte, avião, cinema, elevador, escadas, provador de roupa, campo, praia, rio, banco de parque e estacionamento.

A falha no seu curriculum parecia ter mala pata. Teve prestes a conseguir o seu intento mas a sua parceira preferiu fazer uma chamada telefónica investida de carácter de enorme urgência, pois tinha a incumbência de avisar uma amiga que a Fátima Lopes estava com 60% de desconto. Em desespero de causa pensou seriamente recorrer às linhas eroticas mas achou que era batota.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 12:27
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

O génio incompreendido

A estagiária, pegou no seu trabalho final, que lhe tinha tirado muitas horas de sono, e dirigiu-se ao gabinete do seu mui douto chefe para o entregar. Aí chegada, ele olhou para ela com um ar de interrogação e perguntou:-Já? ao que ela respondeu que sim, já estava concluido. Feita a entrega dirigiu-se à sua sala plena de orgulho em si mesma por mais uma missão cumprida. Eis senão quando, passados alguns minutos, entra na sala, de cigarro ao canto da boca, trazendo o seu magnifico trabalho na mão, o seu extraordinariamente iluminado chefe. - Estive a dar uma leitura na diagonal no seu trabalho e surgiu-me uma pequena dúvida. A estagiária preparou-se para responder às suas dúvidas, que adivinhava ela seriam de complexa resposta. - Diga-me, onde imprimiu o seu trabalho? Ela olhou para ele sem perceber onde queria chegar com aquela pergunta, mas pensando que tal seria apenas o prenúncio de algo muito mais profundo. - Nesta mesma impressora. Nesta altura, o olimpicamente fantástico chefe, começou a menear a cabeça de um lado para o outro, com o cigarro no canto da boca. - Fez mal, não devia ter feito, mas agora já não há nada a fazer. Nesta altura, a estagiária começou a sentir a cabeça a andar à roda, as mãos a suar, pensando para consigo "algo está mal no meu trabalho, eu devia ter adivinhado, devia ter tido mais cuidado na sua elaboração, para um génio como aquele que estava perante si, o seu magnifico trabalho devia parecer um mero rascunho sem interesse". Com estes pensamentos a estagiária preparou-se para, abenegadamente, ouvir as doutas criticas de tal personagem. - Pois é não deveria ter imprimido o seu trabalho nesta impressora, está a ver? a margem em cima não está exactamente igual à de baixo....

Ana

publicado por mulheresforadehoras às 10:23
link do post | comentar | favorito

El torero no se hace, nace. Más que lá colera, mas que el desprecio, más que el sollozo. Pablo Nerud

Na zona mais patriota da nação, viradas para a sempre hasteada bandeira do Forte de São Julião da Barra, duas mulheres conferenciavam. Em plena crise nervosa, em descontrolo total uma delas pediu um hambúrguer duplo, com ovo, muita molhanga, e uma dose reforçada de batatas fritas, mistura letal para qualquer dieta que se preze. Já que o pecado da carne tinha ido para as ortigas, ao menos que o sublimasse com o da gula. Lambuzada com maionese e Ketchup falou da cornada, relatou a valentia, classe, espírito de sacrifício, sangue frio e “afición” perante o touro embestado que a abalroou.

Jurou em exterionismo puro que a partir daquele dia, a sua vida afectiva seria um enorme bocejo, ia arrumar o “traje de luzes” e retirava-se da arena amorosa para sempre.

A amiga chamou-lhe à realidade “Somos toureiras dentro e fora da arena. El torero no se hace, nace! Não tens mais remédio que seguir toureando!”.

Na mesa do lado dois homens namoravam, trocavam olhares e palavras doces, carícias leves e ternas, perante tamanha despudorada manifestação de carinho, tiveram inveja, muita inveja!!!!

(baseado numa historia veridica)

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 09:09
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

Contos de Fadas Pós-Modernos I - Cornitudes

Era uma vez um corno manso pouco confortável na sua cornitude e a sua mulher fogosa que dava umas baldas ao pessoal. Um dia o homem honesto cansou-se do seu ofício, assim sendo, ela virou um fervorosa crente das Testemunhas de Geova e ele passou à dar umas cambalhotas valentes fora de portas. Viveram felizes cornitudes para sempre.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 14:52
link do post | comentar | favorito

O cavalheirismo no Aikido – Guerreira mas não tanto

Na aula de Aikido foi desmascarada pelo professor. Quando estava corpo a corpo com os colegas, invariavelmente fazia um ar cálido e doce e tentava estabelecer empatia, as estratégias eram variadas: avisava que o cinto do quimono estava mal colocado, uma graça qualquer em voz baixa, invariavelmente quando os projectava entusiasticamente para o chão pedia desculpa em voz delicodoce. Os resultados eram francamente positivos, fazia o treino, lançava-os para o tapete com a colaboração dos mesmos, e eles na situação contrária eram invariavelmente uns cavalheiros. Tudo corria lindamente, pelo menos tinha imensas variáveis controladas. O esperto do mestre topou-a, e resolveu acabar-lhe com o barato. Dissertou que naquele espaço tinham que representar o papel de guerreiros, parar com os sorrisos e ares de boa gente, que não era nenhuma casa de chá, não haviam pedidos de desculpa para ninguém e muito menos conversas amigáveis em voz baixa. A coisa complicou-se, tinham-lhe sido retiradas as suas armas habituais. Homens e mulheres estavam ali em relação paritária, e ela só sabia funcionar em relações complementares.

Maria João F.

 

publicado por mulheresforadehoras às 09:21
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds