Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Parabéns

Segundo palavras sábias do meu amigo de caminhada Óscar Wild “O único dever que temos com a história é reescrevê-la” hoje Portugal está de Parabéns.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 11:41
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Ritual de Purificação

«Não peças para sair deste bosque. Ficarás aqui, quer queiras, quer não. Eu sou um espírito de uma ordem pouco comum. Fixa bem, até mesmo o Verão, onde eu páro, fica imóvel. E eu Amo-te! Vem comigo; dar-te-ei fadas para te servirem; e elas irão procurar-te jóias ao fundo do abismo, e cantarão enquanto tu dormirás sobre um leito de flores prensadas. E eu purificarei tao bem a tua grosseira mortalidade que tu brilharás como um espírito do Ar.»

 Sonho de uma Noite de Verão, William Shakespeare

«Talvez a mulher tenha ficado com a capacidade de despertar essa vocação: a da procura das nossas origens e talvez seja ela a depositária desses segredos. Por isso, quando, entre um homem e uma mulher surge o amor para além do desejo, julgo que há uma espécie de iniciação: um desapego dos pesos do mundo e um aceno do mistério da trascendência.»

O Riso de Deus, António Alçada Baptista Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 15:02
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Outro referendo

Sou uma feroz adversária da masturbação masculina, podia discursar sobre as minhas premissas, fortemente construídas e alicerçadas, mas basicamente tal se deve ao meu abnegado combate ao que chamo “libido egocêntrica e direccionada para o umbigo”, a minha posição está tomada, não abro mão dela.
Acho mesmo que devia ser feito um referendo que resultasse no sancionamento de tal pratica tão hedionda. Convenhamos o genocídio dos espermatozóides, moços tão coloridos e movimentados devia dar no mínimo pena de 5 anos. Se cada ejaculação, traz consigo uma multidão efusiva de girinos, capaz de fecundar mulherio sem fim, não seria lógico sancionar esse prevaricadores ou no mínimo taxar esses orgasmos solitários e egoístas.
Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 13:01
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Gigante Bom e Moinho de Vento - Histórias de embalar

Que gigantes? - disse Sancho Pança.

- Aqueles que ali vês - respondeu o seu amo -, de longos braços, que alguns chegam a tê-los de quase duas léguas.

- Veja vossa mercê - respondeu Sancho - que aqueles que ali aparecem não são gigantes, e sim moinhos de vento, e o que neles parecem braços são as asas, que, empurradas pelo vento, fazem rodar a pedra do moinho.

Logo se vê - respondeu D. Quixote - que não és versado em coisas de aventuras: são gigantes, sim; e se tens medo aparta-te daqui, e põe-te a rezar no espaço em que vou com eles me bater em fera e desigual batalha."

D. Quixote de la Mancha, Miguel de Cervantes

  

Era uma vez uma mulher que se queria uma alegre Náyades, ninfa das fontes e das correntes de água fresca. Vivia por tanto num mundo imaginário, versado em coisas de aventuras, na companhia de lobisomens, anões, bruxas, gnomos, druidas e fadas e toda uma parafrenalia de seres fantásticos. De tal forma tinha assimilado este mundo, que os desconhecidos ora a imaginavam: como um elfo, uma criatura amável, mágica e maravilhosa ou a viam como uma feiticeira maligna com uma maça vermelha, pecaminosa e tentadora na mão.

Por isso, com absoluta naturalidade, quando um alguém se apresentou como um Gigante Bom, ela fascinada acreditou que se podia aninhar no seu colo imenso na eternidade que aquele momento durasse e incauta como só as ninfas o sabem ser, deixou-se embalar tranquilamente num sonho que apesar de inreal era a sua realidade.

O resto da história só a segredo ao ouvido, docemente com mil cuidados, possui palavras mágicas com poderes inomináveis, e ditas assim sem cuidados especiais podem transformar príncipes e princesas em sapos o que seria uma enorme tragédia, detesto quebrar feitiços.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 12:38
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Tribo da Lilith - Camaradas de Armas

Somos mulheres por absoluto, não somos fêmeas de faz de conta.

Não somos flutuações de género nem patéticas caricaturas de feminilidade.

Feitas de carne, suor, sangue e ossos, somos reais e não pigmentos da imaginação de uma sociedade.

Filhas da mesma alma, da mesma lama primordial, enormes como Lilith.

Temos asas de Condor, raízes de Embondeiro e dentes aguçados e famintos de loba.

Somos territoriais nos afectos, mas nada possuimos, deixamos fluir, acreditamos na liberdade.

Pertencemos a uma tribo exclusiva, antiga e secreta.

Capazes de viver a vida por nós próprias.

Sabemos que não são os homens que legitimam a nossa existência.

Amamos muito, vezes sem conta, como a mesma inocência da primeira vez.

Não seduzimos manipulando, não precisamos de estratégias escusas.

Não subjugamos, subalternizamos e desqualificamos o outro.

Acreditamos na humanidade, praticamos a compaixão.

Adoramos gatos, lua cheia, lobos e o mar em dias de levante.

Podemos levar o peso do mundo nos nossos ombros.

Já o levámos vezes sem conta.

Somos duras de roer, enxertadas em corno de vaca.

Não somos feitas de ferro nem quebradiças como o gelo.

Somos autênticas, com sentimentos, cheiro, paladar e sentidos apurados.

Mulheres fortes, independentes e orgulhosas.

Ensinaram-nos a usar uma armadura, vestidos de rendas e laços no cabelo.

Optamos por ficar nuas perante o mundo e não nos faltou pele, cobre os nossos corpos o manto invisível da inteireza.

Somos completas e unas com o Universo.

Há um preço a pagar por negar o que somos e não nos subjugamos a ele.

Há um elevado preço a pagar por quem somos, mesmo assim nos abjuramos.

Nunca negamos lágrimas, gargalhadas e abraços, somos generosas no trato.

Acreditamos e por isso nos entregamos incondicionalmente.

Não nós escondemos, somos mulheres filhas de Lilith e temos muito orgulho nisso.

 

Por isso tudo votamos SIM no dia 11 de Fevereiro

 

 

Dedicado à minha tribo, Zélia e Ana, camaradas de armas, obrigada do fundo do coração por SEREM Mulheres de Verdade

Maria João F.

 

 

 

 

 
 
publicado por mulheresforadehoras às 15:09
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Declaração única n.1 de uma filha de Lilith - VOTO SIM

Sou cristão de matriz católica [pouco participante nos ritos e, sobretudo, novo-testamenteira], alinho à direita [no sector de esquerda], socióloga e feminista convicta [mas uso sutiãn...].

Filha da mãe primordial Lilith hei-de ir votar declarada e convictamente SIM no dia 11 de Fevereiro.

  

Obrigada pela inspiração Francisco Curate

Lilith - Mulher Primordial no mito Hebraico, primeira companheira de Adão 

 

Maria João F.

 

 

 

 
publicado por mulheresforadehoras às 15:35
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Questões de almas

Eu estava ciente das esquisitices do espírito, acerca das metamorfoses e talhes desconhecidas da alma, plurima anima imago (imagem multiforme da alma). Apraz-me discorrer sobre as almas felpudas, como as dos retábulos das igrejas, e aquelas criadas pela minha imagem fértil, com escamas, abeiradas a peixes, coloridas e saltitantes. Já agora informo que a minha, para não destoar com o meu Ego, é da natureza de uma colossal Baleia-azul, o maior dos maiores animais da terra, uma fêmea de 98,43 pés de comprimento pesando cerca de 130 toneladas acompanhada sempre pela alma do seu ágil filhote de 26,25 pés e 2.5 toneladas.  É claro que para mim também existem almas arraçadas de insecto verdes, gordos e quebradiços com as baratas ou viscosas e sem coluna vertebral como as lesmas e por aí fora.           

Maria João F.

 

 

 

 

 

 

publicado por mulheresforadehoras às 10:41
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

Mais olhos que barriga - A Sardenta egodistónica

Cada homem é um universo, cada mulher é um universo, milhões e milhões de universos, e todos falam, de certo modo, línguas individuais, todos possuem rituais, morfologias, constelações e definições únicas.

Isto para dizer que ela era pequenina e imediatista - isso mesmo, imediatista e diminuta, as duas coisas ao mesmo tempo, misturadas com sardas.

Criticava-se vezes sem conta por ser assim, pelo conflito constante entre o seu corpo e emoção, dois sistemas estrelares dentro do seu universo em constante desalinho. Vivia no paradoxo de ter pés e mãos pequenas e uma personalidade feita à medida de um corpo enorme.

Pés pequenos e chatos, que nem sempre servem o seu propósito, falhando em a agarrar bem à terra, vaticinando quedas aparatosa. Mãos pequenas e infantis, mãos de dizer adeus, mãos que não conseguem agarrar, desmaias de mais para susterem o seu próprio destino. E para desplante uma vontade avassaladora de comer o mundo à dentada. Assim sendo, podia-se dizer com alguma propriedade, que ela era um paradoxo em forma de gente.

 

Maria João F

 

publicado por mulheresforadehoras às 10:27
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