Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Pirómana

Um homem muito organizadinho quis domesticar o seu amor, com uma poesia que ela desconhecia nele, metaforizou que esse sentimento era como uma chama lenta de uma vela, lume brando mas duradoiro, pouco mais que a luz de uma centelha, coisa pouca mas de carácter eterno. Ela que sempre tivera paixões e amores arraçados de braseiros, com labaredas flamejantes, autenticas queimadas, entendeu que a solução era mesmo saltar aquela pequenita fogueira de São João, com característico cheiro a mofo ocultando o inebriante odor a rosmaninho e alecrim, e partir para outra.

Verdade, adorava saltar fogueiras, quanto mais espertas melhor, recordações perdidas e achadas nas festa populares da sua infância, lá para as banda do seu reino perdido.

Pulou com facilidade, como um cão com pulgas sacudiu algumas fagulhas do corpo, despojos de um salto breve, sem olhar para trás segui-o em frente.

 

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 14:56
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

Meio termo

"Pior que a convicção do não,

E a incerteza do talvez,

É a desilusão de um quase!

 

É o quase que me incomoda,

Que me entristece,

Que me mata

Trazendo tudo o que poderia ter sido

E não foi.

 

Quem quase ganhou, ainda joga;

Quem quase passou, ainda estuda;

Quem quase amou, não amou!

 

Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos,

Naquelas que se perdem por medo,

Pergunto-me às vezes, o que nos leva a escolher viver uma vida morna.

 

A resposta está estampada na distância e na frieza dos sorrisos,

Na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia"

 

Sobra cobardia e falta coragem até para ser feliz.

 

A paixão queima,

O amor enlouquece,
O desejo trai.

 

Se a virtude estivesse no meio, o mar não teria ondas,

os dias seriam nublados e o arco-iris em tons de cinzento.

 

O nada não ilumina, não inspira,

Não aflige, nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

 

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

 

Para os erros há perdão, para os fracassos, oportunidade, para os amores impossiveis, tempo.

 

Não deixes que a saudade te sufoque,

Que a rotina te acomode,

Que o medo te impeça de tentar."

 

Ana

 

publicado por mulheresforadehoras às 12:24
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Já não te reconheço

Já não te reconheço...

Olho para ti e aparentemente pareces o mesmo

A mesma pele clara, o mesmo cabelo de tom claro, os mesmos olhos de um azul imenso,

do tipo de azul no qual se pode mergulhar e perder...

 

Lembro-me quando te conheci

Entraste na sala e tudo o resto desapareceu

Tu eras a sala

Um sorriso iluminava o teu rosto

O teu sorriso era sincero

De uma sinceridade desconcertante

O teu riso era franco

 

Lembro-me como te procupavas com quem te rodeava

O cuidado em não magoar, quer com actos, quer com palavras

Ainda que se tratasse de pessoas que mal conhecias

E caso acontecesse, simplesmente pedias desculpa

O teu cuidado era enternecedor

 

Lembro-me como brincavamos um com o outro, sem preconceitos, ou medos

Da troca de ideias

Da falta de preocupação naquilo que os outros poderiam considerar como correcto

O que interessava eram os afectos, a amizade, a empatia, a preocupação com o outro

 

Volto a olhar-te de perto...

Vejo uma pessoa cujo o sorriso é traido pelo olhar distante

O riso trocado pela tristeza escondida por detrás do azul dos teus olhos

 

O que é que a vida te fez?

Construiste um muro à tua volta, intransponivel

A falta de preocupação com o outro é gritante

Vives fechado em ti mesmo, no teu pequeno mundo

Apenas isso te interessa... o  teu pequeno mundo

E os outros... e eu???

Nada, não significamos nada

Hoje nem te preocupas se as tuas acções magoam, se humilham

Para quê pedir desculpa? isso só significava que ias continuar a ter aquelas pessoas insignificantes e chatas à tua volta... que enfado

 

Volto a olhar para ti...

Já não te reconheço...

 

Ana

 

 

publicado por mulheresforadehoras às 10:22
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Primeira vez

Primeira vez para abrir os olhos para o mundo

Primeira vez para chupar no dedo

Primeira vez para chorar

Primeira vez para rir

Primeira vez para cair

Primeira vez para correr

Primeira vez para abraçar

Primeira vez para beijar

Primeira vez para amar

 

É sempre a primeira vez

 

Ana

publicado por mulheresforadehoras às 15:23
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Pesca no alto mar

Bluebeard - Cocteau Twins

 

Aliveness, exploration
Aliveness, energy
Are you the right man for me?
Are you safe? Are you my friend?
Are you the right man for me?
Are you safe? Are you my friend?
Aliveness, exploration
Fulfillment, creativity
Are you the right man for me?
Are you safe? Are you my friend?
Or are you toxic for me?
Will you betray my confidence?
Are you the right man for me?
Are you safe? Are you my friend?
Or are you toxic for me?
Will you betray my con-fi-dence?
Naming things is em-power-ing
I balance, walk and co-or-din-ate myself alone
Aliveness, energy
Healthy dependence
And healthy independence
And healthy assurances
This love's a nameless dream
And healthy boundaries
And how long would you miss me

 

Maria João F. 

publicado por mulheresforadehoras às 10:29
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

Ruela escondida

Telefona sonolenta, deitada na cama, enroscada mal forças tem para se mexer quanto mais abrir os olhos, o feriado deixou-a KO, por conta do abastardado vicio das docas e cais depois da meia-noite. Dá à voz um ar desperto e desconsolado:

- Olá, bom dia! Era para avisar que vou chegar mais tarde. Tive um furo no pneu do carro. Um azar, isto de começar o dia assim, tem o que se diga!

Do outro lado o chefe foi empático, compreendeu o drama em questão, até disse umas palavras de apoio, ficou satisfeita com o resultado. 

Desligou o telefone, aninhou-se nos lençóis, aquele furo na almofada ia garantir a continuação de uma boa soneca, adormeceu em dois tempos tinha à sua espera uma ruela escondida ali para a zona do Cais do Sodre ou era na Graça?

Maria João F.

 

música: Qualquer do Camané com sombra ou no ombro dele, é igual
publicado por mulheresforadehoras às 11:52
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