Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Ontem no meio da noite escura

Meu anjinho da guarda surgiu ontem no meio da noite escura.

Olho negro, corpo machucado e asa virada ao avesso.

Vinha num desalinho total, túnica rasgada no peito, um pé descalço e o outro calçado.

Mais uma vez andou à luta com diabos, diabretes, anjos de grande porte e arcanjos.

Enrolou-se numa briga no asfalto do céu, para os lados da via láctea, deu pontapés, murros, dentadas, disse palavras feias e até cuspiu para o ar, no final caiu redondo no chão.

Depois desse desvario Deus ralhou com ele, puxou-lhe as orelhas, e de castigo teve de rezar quarenta Aves Marias e cinquenta Pais-Nossos.

Sosseguei-o, disse-lhe que Criador era tonto, que andava de cabeça perdida por causa do buraco do Ozono, que não ligasse.

Abri o peito e firme, no meu um metro e oitenta de ego, garanti-lhe que na próxima vez o Senhor teria que se ver comigo.

Descobri os meus braços, passei os meus dedos pelos seus cabelos desgrenhados, compus as suas penas com carinho, cobriu-o com beijos repenicados.

Dei-lhe um colinho imenso e embalei-o com cantigas de ninar.

Meu anjinho da guarda, a metade adorada de mim, a metada arrancada de mim, adormeceu no meu peito.

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 15:02
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Psicanálise prisional

Comentário de uma reclusa, de etnia cigana, ao ver-me tirar da máquina o terceiro chocolatinho da manhã:

- Mãiiiii (aqui bem puxadinho, senão não dá efeito!), a doutorinha está cá com uma falta de carências!

ZeliaN

publicado por mulheresforadehoras às 22:22
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Noite de Insónia

Minhas amigas, tenho-vos encontrado numa maré tão virada para o romantismo que dou, por vezes, comigo a pensar: então e tu bambina, já adormeceste?!

Talvez em resposta a tal questão  eu, que durmo tão bem tive, recentemente, uma disparatada insónia e o resultado é o que se segue:

 

 

Sinceramente, Amor

Eu quero voltar a ver-te,

Com gestos que não façam nada

E digam quase tudo,

Nem que seja, na alta madrugada,

Em sonhos de absurdo.

 

A noite é um lago.

Eu estou à tua espera,

Sem angústia nem dor

E o barco

- Viagem p'ra quimera-

Não chega, meu Amor.

 

Que deuses, sem rosto

Lhe barram o caminho?

Que rosas, sem cheiro,

Me cravam o seu espinho,

Me prendem e me anulam

P'ra nos separar?

 

Não há bambús na margem

Que filtrem o luar,

Que confundam, ao longe, a tua silhueta

E que, entre fumo e neblina,

Inventem a imagem

desta noite-menina

De busca e de espreita.

 

Noite de insónia,

Nostalgia branda,

Lago parado, em que nem o vento

Esboça um lamento

E, apenas, TU estás no meu pensamento

 

 

ZeliaN

 

 

 

 

publicado por mulheresforadehoras às 14:49
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Densidade da alma

Loucuras de uma paixão

 (1997)
 
Música e letra: Mauro Diniz e Ratinho
 
Interpretação: Jorge Aragão e Ivete Sangalo
 
 
 
Sem lhe conhecer
Senti uma vontade louca de querer você
Nem sempre se entende as loucuras de uma paixão
Tem jeito não
Olha pra mim
Faz tempo que o meu coração não bate assim

 

Sem lhe conhecer
Senti uma vontade louca de querer você
Nem sempre se entende as loucuras de uma paixão
Tem jeito não
Olha pra mim
Faz tempo que o meu coração não bate assim


Não faz assim, me diz seu nome
Não me negue a vontade de sonhar
De sonhar os meus sonhos com você
Despertando pro seu adormecer
Seria bom demais
Que bem me faz, você.

 

Sem lhe conhecer
Senti uma vontade louca de querer você
Nem sempre se entende as loucuras de uma paixão
Tem jeito não
Olha pra mim
Faz tempo que o meu coração não bate assim

 

 

Maria João em almadensidade 

 

publicado por mulheresforadehoras às 12:24
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

SIMPLESMENTE...

Amo-te

Porquê?

Não sei... nunca parei para pensar no assunto

Nunca me preocupei em saber o porquê

 

Simplesmente... Amo-te

 

Deverá haver uma razão para te amar?

É preciso um motivo para este sentimento?

 

Simplesmente... Amo-te

 

Sem razões ou motivos

Sem conflitos ou orgulho

 

Simplesmente... Amo-te

 

Amo-te em cada nascer do sol

Amo-te em cada onda que quebra na areia

Amo-te em cada gota de chuva que me toca a face

Amo-te em cada estrela que se acende no céu ao anoitecer

Amo-te em cada folha que cai da árvore

Amo-te em cada sopro de vento que remexe os meus cabelos

 

Simplesmente... Amo-te

 

Ana

publicado por mulheresforadehoras às 00:06
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Terça-feira, 12 de Junho de 2007

Quimera - Palavras hasteadas ao vento

Se perfumasses o meu ar com o caju queimado da minha infância
Se a cor da tua pele fosse de barro vermelho
Se os teus beijos soubessem a mangas maduras
Se escorressem pitangas suculentas da tua boca
Se o teu corpo entoa-se sons antigos de batuque
Se o teu afecto por mim fosse feito de greda, pedrinhas e missangas
Se eu fosse a tua oleira
Se amasses a minha quitanda e te perdesses nela
Se misturasses com a terra vermelha monstros antigos e com argila os sarasses

Se assim fosse, então eras o meu sonho feito carne

Maria João



publicado por mulheresforadehoras às 23:14
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Pipocas – It’s raining men

Por artes da sua sina quando estava indecisa entre dois homens aparecia logo um terceiro.

 

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 16:38
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Saber de experiência feito – Poderoso Insight

Se na vossa vida afectiva se virem na situação de terem que optar entre um homem do Partido Popular e um Sul-coreano, não hesitem optem pelo cilício, é seguramente mais sábio.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 16:37
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Azular

Se a vida fosse perfeita existia paredes-meias com uma varanda acariciada por um abraço de cachemira, iluminada por uma lua parideira, feliz com a sua boa nova. Acrescentava a esse imaginário o cheiro a mangas maduras e uvas morangueiras, talvez o som de um rio, o reboliço de uma cascata. Nesse lugar seguro ficava ali a reparar-me, talvez embalasse o meu corpo em ritmos de vai vêm, tentando regressar a um tempo em que me sentia protegida, tempo roubado à infância de outro alguém. Á falta desse sonho, crio outro só meu, em que eu me baste, com Goa, casas coloniais e cheiro a terra molhada embebida em raízes esquecidas. Solitária também me reinvento e sozinha opto por azular.

 

Maria João F.

sinto-me: Anilar
música: Bohren & Der Club of Gore "Sunset Mission" ou de um blues
publicado por mulheresforadehoras às 22:55
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