Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Dança Ancestral

 

Som com luz que ilumina o olhar,
 Dança perfeita, dança da alma,
Joía interior que atravessa o tempo,
Baila ao som de pulseiras que chocalham mantras ancestrais.

Mente que procura harmonia,
Braços que contam histórias ao vento,
Ventre que desafia os homens,
Ancas que buscam o saber.

O feminino habita em minhas entranhas,

E eu o entendo, o sei de fio a pavio,

A ele presto tributo,

Brindo ao cálice que nutre e cria vida.

Mulheres, em sua essência são todas iguais,

Combinações de constelações de um mesmo Universo.
Dançam e mostram ao mundo sua força, sua esperança, sua mudança.
E quando dançam a alma canta.

Canta e encanta.

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 12:08
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

...

Imagina-te num automóvel ao lado do condutor. Exacto, estás a ser conduzida numa viagem  que se quer e deseja bonita. A determina altura e sem aviso prévio, o condutor pede-te que saias. Pior: exige-te que abandones o automóvel. Ficas ali apeada, assustada e desorientada. A tristeza e a desilusão são sentimentos que surgem depois. Vês o automóvel a afastar-se de ti e queres gritar e implorar-lhe que regresse. O orgulho impede-te. Até que, quando ainda nem tinhas começado a processar como vais reagir e sair dali, ouves um estrondo e vês o carro a incendiar.

Como se designa aquilo que sentes nesse momento? Exacto. Não há palavras.

A vida encarrega-se de nos mostrar que há perdas menores, situações incontornáveis e pessoas destinadas. E agradeces a quem te colocou fora do carro que por acaso estava em movimento. Agradeces-lhe a queda, os arranhões e uma vida sem queimaduras. Doeu mas estás viva!.

 
 
 
publicado por mulheresforadehoras às 22:07
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Memória emocional - o mundo pelo nome dos afectos

Num canteiro cuidado, lindas flores brancas, jarros imaculadas, perfeitos, pincelados de gotículas de água que os fazem brilhar perante a leve luz do anoitecer. O corpo reage no despertar da memória da ausência, não sente frio nem calor apenas o acordar de sensações, momentos, lembranças perdidas num baú.

 

- Filhote a minha avó casou-se levando um lindo bouquet de jarros brancos. Seus olhos eram da tonalidade desses caules. Ela cheirava sempre, mas sempre bem, odor de flores e erva molhada! O cabelo muito bem arranjado, completamente branco, emanava uma suave e calma luminosidade ao cair da noite. A mãe não sentia angustia quando caía a noite e estava junto dela. Sabes, tenho saudades!
- Queres que eu tire um jarro, colocamos num vaso em casa?
- Filhinho, quero apenas que os jarros passem a chamar-se de Avó Luisa, pode ser?
- Pode mãe, passaram a ser, já o são, não te preocupes!
 
Maria João
publicado por mulheresforadehoras às 11:54
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Pensamento do dia (em repetição)

Nem sempre o escuro é mau. Nem sempre quando tudo se nos afigura triste e negro, é tão horrrivel quanto parece. Sem o escuro da noite a luz das estrelas empalidece, aliás "é o escuro que desvenda a luz das estrelas"...

Pena que a maior parte de nós já não sabe, no escuro, orientar-se pelas estrelas e muito menos navegar, atravessando o medo e a noite...

 

ZeliaN

publicado por mulheresforadehoras às 23:34
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Gadan, honbak sinapur karang e um pouco de bitang bahabur

É o que dá ter a mania que sou uma gaja culta e adormecer, após ter lido em apneia, “Sinto Muito” de Nuno Lobo Antunes.

Anda uma pessoa a fazer workshop de plagi e tritik, realizando lenços absolutamente fantástico, obras de arte (o digo sem modéstia…que se lixe esse atributo às 5 da manhã) de padrões coloridos combinando cores quentes - amarelos fogosos e laranjas radiantes. A alinhar chakras através da técnica milenar do Reiki, ter ares de ser absolutamente Zen, diria mesmo a reencarnação de Buda na terra (apenas com formas mais curvilíneas e lights). Para acordar de madrugada com um tremendo de um pesadelo, ficando com os olhos abertos que nem pratos de sopa, qual bicho do mato à atalaia de barulhos estranhos como o metafísico roncar do vizinho, o puxar do autoquelismo da estratosfera ou o ruído de um carro não puxado por uma entidade divina, Zeus por exemplo (bem vistas as coisas habita mais perto de mim do que um Deus Oriental) mas por um funcionário câmarario…
A gata, aqui ao meu lado, não me deixa escrever, pula para cima do teclado, dá turras nos meus braços, acha que acordei para lhe dar mimo, é uma lírica como a dona. A noite está agradável, fazia sentido ir para a varanda e fumar um cigarrito, tinha o seu quê de poetico, mas não fumo nem nunca fumei. A ideia de beber um copo de licor também não era mal tirada, mas também não o tenho em casa. Opto por um copo de leite morno e uma torrada.

Vou pegar num pano de seda selvagem e bordar motivos complicados vindos de Java – Gadan, honbak sinapur karang e um pouco de bitang bahabur. Escrever estas palavras a que o incauto leitor não vai perceber nepia fez-me sentir subitamente mais calma, se calhar existem lugares seguros nas palavras que só eu sei decifrar, eu e os javaneses (uma comunidade restrita por tanto).
Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 05:36
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Stress traumatico pós divorcio

 

O meu ex. marido encontra-se em parte incerta, não sei se descendo o Nilo ou subindo o Amazonas, acho que nunca diz para onde vai na esperança de eu o achar intrigante ou até mesmo um aventureiro. A minha sogra (acho que segundo a lei portuguesa esse estropício mantêm esse titulo) telefonou ao meu filhote chorando copiosamente devido ao facto do idiota do seu rebento não comunicar faz 16 dias. O miúdo detentor de uma sabedoria única, no alto dos seus 11 anos respondeu calma e pausadamente “não se preocupe o meu pai ou não tem rede ou tem mais que fazer!”, palavras sábias e reconfortantes para a avó taralhouca que perante tanta sensatez se sentiu ridícula e deixou de carpir magoas. Em seguida sentou-se junto de mim, abriu aqueles olhos enormes que tornam o meu coração em manteiga e confrontou-me com tal dilema. Passando a mão pelo seu cabelo castanho clarinho, salientei com ares de certeza absoluta a indiscutível falta de rede nos países longínquos, deixando cair a parte do “estar-se nas tintas” (apesar dessa ser a ilação mais acertada de todas).

Hoje no carro confidenciou: “mãe estou tão desejoso que chegue sábado para estar com o meu pai!”, como não sei se tal se vai concretizar ou se o idiota vai optar por ficar a descansar devido ao jet-lag, fiquei com um nó na garganta e um frio no estômago, resultado prometi-lhe o cão que ele tanto queria. Verdade, senti-me tremendamente culpada em não lhe ter dado outro pai, passei uma vista de olhos nos príncipes do passado: o Jorge era bom rapaz mas tinha se revelado bi recentemente, o Ricardo morreu de overdose nos braços de uma testemunha de Jeová, o Frederico converteu-se à Teologia da Libertação e fez voto de castidade que segue com orgulho faz 10 anos…cada tiro cada melro!

Lá fomos os dois ter com a criadora e garantir que na próxima ninhada queríamos um filhote. O miúdo ficou feliz, eu pensei nos móveis, nos cortinados, na gata, nas plantas, nos vizinhos e no apartamento com apenas uma varanda e telefonei para a Era. Falei atabalhoadamente com o mediador imobiliário da urgência de mudar para uma casa com quintal por causa do novo inquilino (Maria do Socorro em honra de Nossa Senhora do Socorro se for cadelita e Mateus se for cãozinho, não por causa de Santo Mateus, não tenho devoção a santos - o genero masculino não combina com santidade) dei por mim a dissertar sobre a infelicidade de ter escolhido um idiota para pai do meu filho e das inúmeras possibilidades dos bancos de espermas. O vendedor foi empático, de uma paciência tocante, dava sem duvida um bom psicoterapeuta, este pessoal deve ter formação especifica, diria mesmo um treino de tirar o chapéu em como lidar com "mulheres em stress traumático pós divorcio", combinamos encontro amanhã á tarde.

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 01:06
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Tristeza(?)

 

A tristeza é uma experiência mais serena do que se imagina quando a evitamos, quando, por exemplo nos intoxicamos de outras coisas que sirvam de "mata-borrão" para ela ou quando intoxicamos a toxicidade da dor que nos atormenta com substâncias que a iludam e sosseguem. Disilude-nos, é verdade com aquilo (ou com as pessoas) que nos foge(m) e surpreende-nos com aquilo (ou com as pessoas) que nos traz. Mas, doendo, pode tornar-nos clarividentes. Daí, que nos possa trazer uma tranquilidade estranha, uma quase serenidade.

Afinal, só quem pode estar triste é que nunca se deprime...

 

 

ZeliaN

sinto-me: serena
publicado por mulheresforadehoras às 11:31
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Shiva e 899

Renascer

 

"Provoca-te o lado morno, despe-o, pinta-o de cores mexicanas, aquelas onde o calor permanece até ao fim. E mesmo depois, nos minutos de suspiro onde és felina e anjo, nos segundos onde as veias são mais vermelhas. Provoca-te o lado morno, acende-o e deixa-o respirar. Dá-lhe todo o oxigénio que ele pedir, e depois não o apagues. Deixa-o sentir-se vivo, serpentear ao longo do desejo, envenenar-lhe o limite, desaguar no teu oceano. Provoca-te o lado morno e sorri de olhos vendados. "

 

Retirado do blog 899

Escrito pela mão de Shiva numa passagem ligeira na terra, explicando como se liberta a Kundali (cuidado...não é para amadores, recomendo que só seja feito por homens com alma doce)

publicado por mulheresforadehoras às 10:30
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Faz Sol

 

Hoje sinto-me estranhamente leve.
Poderia até arriscar dizer que a vida corre-me bem.
Tenho um trabalho onde ganho medianamente, mas isso não é de todo um problema.
Estudo coisas estranhas que gosto e me preenchem.

Escrevo livros que não são um sucesso mas me fazem bem.

Leio livros que me deliciam.

Faço lenços de seda com estampagem oriental – Plagi e Tritik.

Tenho um dom especial para a pintura.

Sei dançar divinamente kisomba de musseque.

Sou modesta eheh

Tenho projectos pequenitos, mas plausíveis.

O meu filhote vai ser certamente um bom homem, é um excelente menino.
Tenho poucos, pouquinhos, mas valiosos amigos.
Bastantes conhecidos, alguns simpáticos outros nem por isso, mas estes também nos preenchem a vida certo?
A minha família está mais ou menos bem, mas na família nunca nada está sempre bem.

A minha gatinha Maria da luz é absolutamente carinhosa.

As flores da minha mini estufa floriram e estão frondosas.

O homem que trabalha na estufa tem uns olhos do além.

Oiço boa música no carro e tomo banhos de emersão.
Não tenho nenhum amor não correspondido, nem sinto falta de alguém para me preencher ou justificar.
Adoro a casa onde vivo, tem luz e boas vibrações e até se vê o mar.
Hoje está sol.

E começo por dizer que estou estranhamente leve.
Pergunto-me se não nos habituamos a viver demasiado as sensações negativas.
Se não nos habituamos demasiado a valorizar o que não está bem.
Todos nós buscamos a felicidade, faz parte da condição humana querer estar bem.
Então questiono-me porque é que não nos sentimos bem a maior parte das vezes.
Hoje sinto-me bem, nem feliz nem triste, sinto-me bem e sinto-me viva, não bastará isto?
Um dia disseram-me que se não criarmos ilusões com certeza não nos podemos desiludir.
Gostava de viver assim mais vezes. Sem que o que poderia ser mau me afecte e o que está bem me preencha e me faça sentir como estou. Leve.

Não deixa de ser um pouco estranho, mas é sem dúvida muito bom.

 

 

Maria João

publicado por mulheresforadehoras às 11:39
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