Um blog escrito por três mulheres, funciona como espaço para catarse, debate e exposição de pensamentos soltos.

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Terça-feira, 6 de Março de 2007

Poeta Proscrito

Estava eu pacatamente na minha vidinha quando me cruzei com um poema de Gastão Cruz: O fim do dia. Não o vou transcrever todo, pois é uma canseira tremenda e este blog não pretende ser punitivo.

Vamos ao que realmente interessa a uma determinada parte o poeta diz: “olhai-lhe o pénis hirto a mandíbula fria conta-lhe os nervos de ouro uma fêmea de fogo” depois desta descrição deveras promissora em que o dito cujo é glorificado ele continua desta feita acusando a tal mulher fogosa de maxilar gelado de viver “do seu frio do seu choro” e pasmasse “ vai ficando jovem enquanto ele se extingue” até que por fim o falo “ é um jovem que sangra” e a tarada “se transforma numa virgem magnífica”.

É obvio que este tonto hino ao falo, não é mais que um desculpa para culpabilizar a mulher pela ejaculação precoce do macho e Deus sabe como nós não temos culpa nenhuma desses desaires. Tal visão falo/centrica me deixou petrificada.

Como é possível alguém, mesmo em alucinação criativa, achar que uma mulher ganha alguns dividendos de tamanha situação embaraçosa.

Desta feita bano Gastão Cruz cenário de uma escrita que se quer igualitária e paritária e em nome das mulheres que já passaram por cenários penosos de sexo mal parado e tiveram que dizer com ar empático a frase paradigmática “não ligues isso por vezes acontece”, exigimos um pedido de desculpas imediato.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 13:57
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