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Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Falta de treino

A nica de gente subiu os enormes degraus um a um, evitando olhar para baixo pois sofria de tonturas, chegada ao topo nervosamente esperou pela sua vez, era tarde demais para desistir. Em passos pequeninos colocou-se na ponta da prancha, encheu o peito de ar, abriu os braços e sem pensar lançou-se para o vazio. Na queda tentou mexer os bracitos de cima para baixo, num ápice sentiu o som do impacto, com força foi lançada para o fundo, lutou durante um tempo que lhe pareceu interminável para romper a barreira da água. Como não sabia nadar debateu-se uns segundos para manter-se na tona, engolindo uns valentes pirolitos à mistura, até que alguém a resgatou daquela aflição. Na borda da piscina a mãe esperava-a mais uma comitiva de mirones admirados com a façanha. Pelos vistos a sua proeza tinha criado grande agitação entre as hostes, o público vociferava e queria explicações; “criança tonta, que te passou pela cabeça, aquela é a prancha dos crescidos”, “desmiolada sabes que não sabes nadar, não sabes?”. Sim, sabia que nadava que nem um prego, mas voar, voar tinha a certeza absoluta que conseguia, com o vento certo e mais um bocadinho de treino.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 00:18
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2 comentários:
De http://shakermaker.blogs.sapo.pt a 15 de Março de 2007 às 12:08
Ora viva!

Prefiro miúdas tontas e corajosas do que miúdas sonsas e caprichosas. Se achou que conseguia voar, então fez muito bem em experimentar. Se estiverem as condições climatéricas necessárias e os meios da protecção civil preparados, creio que é possível tentarmos a nossa sorte. Nunca se sabe, afinal também há porcos no espaço, não é?!

Óptimo texto, óptimo blog, tudo bem optimizado quando escrito por si.

Um abraço...
shakermaker
De TheEconomist a 16 de Março de 2007 às 19:43
Há uma canção dos Pink Floyd, lindíssima chamada "Learning to Fly" que invoca o fascínio que arrebata as consciências para o voo.

Desse modo as consciências tornam-se inconsciências, pelo menos para os olhos dos mais convencionais. Mas todos somos beneficiados pelos loucos, pelos miúdos e pelos românticos que querem voar.

Experimentem fazê-lo ao som dos Pink Floyd. A experiência torna-se mágica e sintam como eles "A fatal attraction holding me fast/How I can escape this irresistible grasp/Can't keep my eyes from the circling sky/Tongue-tied and twisted just an earthbound misfit, (...)".

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