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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Malagueta

A velha senhora apontou para a planta e com ar sério explicou que as suas sementes eram perigosas e que a criança estava determinantemente proibida de mexer nelas.

A pequena esperou pacientemente, quando a costa ficou livre, arrancou uma haste e saiu correndo, para o lugar secreto do jardim.

Sentou-se no chão, com atenção desmedida observou, cheirou, tocou e por fim trincou o piripiri. O efeito foi imediato, desembestada e aos gritos, pensando que ia morrer correu para junto das suas saias protectoras. Ela não a repreendeu, sossegou-a, deu-lhe água fresca para beber e colocou com desvelo manteiga na sua boca, por fim colocou-a no seu colo fofo, e a menina fechou os olhos e acalmou submersa naquele calor bom, cheirinho gostoso a lavanda, voz doce e festinhas na cabeça. Se depois de uma asneira se ganha o melhor sítio do universo, se é assim, então a miúda estava disposta a trincar todas as malaguetas que lhe surgissem pelo caminho.

Maria João F.

publicado por mulheresforadehoras às 12:02
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2 comentários:
De Gigante Bom a 21 de Março de 2007 às 14:15
A malagueta já me fez espirrar. Quem me dera festinhas na cabeça.
De TheEconomist a 21 de Março de 2007 às 15:57
Comigo não foi com malaguetas,mas sim com aguardente.

Vindo de uma família de beirões onde há uma cultura do álcool embora não sejamos alcoólicos, era e é comum haver garrafas de vinho ou aguardente facilmente acessíveis.

E um dia, mas sem ser movido por uma curiosidade de malagueta, vi uma garrafa com um líquido muito transparente que tomei por água. Dia de calor, acabado de sair de uma sessão de correrias, só faltavam uns valentes goles de água para compor.

Ainda bebi um bom bocado mas parei logo a seguir porque os meus poros estavam mais abertos do que crateras vulcânicas. O resultado foi a aflição da avó e cuidados da mãe e do pai, com alguma estranheza da irmã mais nova que não percebia a razão de tanto alvoroço só porque eu tinha bebido de uma garrafa cheia de qualquer coisa parecida com água.

Mas foi óptimo ter tanta atenção. É nestes momentos que a vida é perfeita.

E não fiquei bêbedo!

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