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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

Infância marada I - Guine em reinos de Gestalt

Nas noites quentes e húmidas os tambores rufavam, em tom de festa a anunciar mais uma morte. Na época das chuvas, as crianças de barrigas inchadas e umbigos salientes morriam numa cadência dramática, sucumbindo às doenças cruéis e fome. Nos dias de chuva tépida os meninos e meninas desnudos e esfomeados corriam para as poças e dançavam nelas, rebolando entusiasticamente no barro quente e na água morna, indiferentes à morte, repletos de vida. Enquanto o dia durasse havia gritos de alegria no ar, de noite os mortos eram velados, numa parafernália confusa de rituais, misturados pelo som de tambores, cânticos crioulos, danças freneticas com os pés descalços bem colados ao chão. Os defuntos eram colocados em ornamentadas cadeiras e passeados entre cânticos e gritos telúricos - Mãe oiço tambores, quero ir a essa festa. Como quem quer dizer – Mãe a vida corre ao lado. Quero pertencer a esse pulsar das gentes, deixa-os entrar no diapasão do meu desalinhado bater de coração.

publicado por mulheresforadehoras às 15:44
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